quinta-feira, 7 de abril de 2016

NOTA. 07.03.2009

Entre um abismo e outro,
a vida se reparte em mil pedaços.
Abismos e abismos, a vida vai se dividindo.
Em partes inacabadas que parecem um quebra-cabeça.
Mas que na verdade, não se encaixam.

Com abismos e abismos sem sucesso no entorno.
Com vidas e vidas sem retorno.
Oxalá se a vida pudesse tomar parte dessa alma.
Sem se acabar se transformando num determinismo 
sem data.

Mas num abismo e outro, a vida vai se repetindo
(ou se repartindo, como queiram julgar).
Num calendário de suposições e avisos
sem expressões nem impressões.
Sem nada.

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