Entre um abismo e outro,
a vida se reparte em mil pedaços.
Abismos e abismos, a vida vai se dividindo.
Em partes inacabadas que parecem um quebra-cabeça.
Mas que na verdade, não se encaixam.
Com abismos e abismos sem sucesso no entorno.
Com vidas e vidas sem retorno.
Oxalá se a vida pudesse tomar parte dessa alma.
Sem se acabar se transformando num determinismo
sem data.
Mas num abismo e outro, a vida vai se repetindo
(ou se repartindo, como queiram julgar).
Num calendário de suposições e avisos
sem expressões nem impressões.
Sem nada.
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