quinta-feira, 7 de abril de 2016

Solidão. 20.12.2008.

Estando ou não estando, é a vida.
Querendo ou não querendo viver.
Sozinha.
Nessa casa totalmente arrependida.
Desligando as luzes para, simplesmente,
Escurecer.

Diga-me se estais muito preocupada.
Trancando as portas e janelas e feridas,
Isolando-se.
Pra pensar em tudo aquilo que foi feito.
Remoendo, removendo
os cacos das outras vidas.
Quase todas, rosas partidas.

Vem cá, menina, contar seus pecados.
Não vês que és o meu bem querer?
Tu vens me abraçar e beijar
E foge deixando me coração quebrado.
Quando penso que não vens mais,
Tu entras despercebidamente no meu ser.
E vens com essa filosofia mundana
do muro da morte e do viver.
Não vês que eu quero a tua paz, amiga fubana?
E tu ainda não me deixas escurecer?

Não, não... vem garota,
Não sai do meu coração
Venha para eu dizer que assim não é.
Não dá pra continuar sem o trejeito certo.
Me leva junto pra tua morada.
Porque eu gosto mesmo é de ti.
Pense que eu sou a tua paixão.
Te chamo como minha mais nova namorada,
Chamo-te Solidão.

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